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sábado, 4 de fevereiro de 2012

A criança coração.



Lógica já bastam duas e olhe lá: nascer e morrer. Então me digam pra que usar tanto da lógica na hora de falar, de pensar, de agir, de viver? Faço parte do time do coração; o pulso de um coração, a lágrima de uma reação, o calor de um beijo, a emoção de um passo novo. Acredito que a razão nada mais é do uma parente do tal do medo disfarçado. Não tá com nada essa coisa de não arriscar porque a probabilidade mostra que não dará certo! Probabilidade? Quantas coisas prováveis realmente acontecem? Quantas pessoas já foram embora porque não permitimos que ficassem? Quantas oportunidades passaram porque achavamos que uma outra opção era melhor? A espera é prima do medo. E o remédio do medo é deixar o coração cantar bem alto! Tudo bem que ele muitas vezes parece uma criança irresponsável, mas a vida é também é criança! Ela gosta de brincar, adora surpresas e ciranda de roda. Criança não sabe direito fazer contas, cálculos e regras de três! Taí: o segredo é a leveza de um coração aberto que brinca junto com a vida. A razão é uma senhora muito ranzinza que já esqueceu como é gostoso brincar! Ela vive sentada numa poltrona velha fazendo palavras cruzadas e contas de matemática junto com a dona espera e seu primo medo, que trazem a angústia e angústia não combina com criança. Por isso, vamos deixa nossos corações brincarem descalços no jardim, fazerem amizades fáceis, darem gargalhadas inocentes, se melecarem com sorvete de morango e ralarem os joelhos. Afinal, é preferível chorar na hora de passar um Merthiolate do que um dia vir a chorar de arrependimento, né?

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Desespero.


Oi, querida Florzinha! Porque choras? Eu sei que a vida tem sido dura com você, mas seja forte, tá? Você já aprendeu que só flores valentes sofrem tanto tempo na tempestade e permanecem flores. E você ainda está no seu jardim, Florzinha! Suas pétalas estão murchinhas, vejo que até caiu uma aqui do ladinho direito. Mas olhe ao seu redor: você ainda está aí! Sei também que as vezes você se pergunta se vai conseguir aguentar até o final pra assistir o sol brilhar...Olha, eu entendo que você esteja muito cansada e não enxergue solução, mas você tem que ficar calma. Realmente, não é nada fácil ser flor. Sempre tão bonitas e cheirosas só querem seu espacinho pra executar sua arte e espalhar seu polén, suas sementes ao vento...Mas ainda há quem não enxergue nisso um valor. Tenha esperança na sua natureza e não perca a fé na sua importância pro mundo. Torço para que em breve a chuva vá embora e que o jardim a sua volta se refaça com muita beleza e que cresça uma grande árvore perto de você daquelas com folhas bem fortes pra te proteger do sol quente e da tempestade. Você merece, Florzinha!

terça-feira, 20 de setembro de 2011

A menina miope...





Pituca andava recalcada, refreada, camuflada. Era uma menina sonhadora que não encontrava seu lugar no mundo e então resolveu criar o seu país das maravilhas. Ela só se esqueceu de exteriorizar esse seu mundo. Ela tinha medo, medo que a realidade aqui de fora o transformasse em impossível. Assim, era tudo muito mais interior do que exterior. Do lado de fora ninguém enxergava o portal mágico onde a menina vivia com seu riso fácil, suas gargalhadas e seus sonhos. E sentiam falta dela aqui fora. Vez ou outra abria uma frestinha aqui pra fora e radiantes cores vazavam e brilhavam junto ao sol. Cores de esperança. Foco é bom, mas se não houver cuidado, vira obsessão. Pituca entendeu que sua capacidade de sonhar transcende um único sonho. Que o país das maravilhas esteve ao alcance dos seus olhos o tempo todo, mas ela estava concentrada só na sua bela formiguinha do jardim. Há muitos sonhos pra se sonhar e as vezes parece que o seu sonho não cabe no seu espaço, mas ele cabe. E cabem tanto outros que você nem imagina. Quem se abre se encontra e olha só: quantos sonhos escondidos! Quanto sabor gostoso que você não se permitiu experimentar. Pituca aceitou a libélula, a borboleta, a chuva e a graminha no seu jardim. A formiguinha ainda está lá, mas agora tudo fica mais belo e perceba que incrível: tudo ajuda na sobrevivência da sua formiguinha! E ela voltou a dividir suas cores e gargalhadas com todos aqui fora. Está encontrando o seu lugar e colorindo as esquinas por onde passa, e agora melhor do que nunca: as vezes ela descobre uma caixa de lápis de cor maior que a sua e sempre pede emprestado as cores novas em troca de seu apontador que ajuda a resgatar as cores de quem acha que as perdeu. Pituca sorri pro mundo e ele entrega de volta o seu enorme sorriso pra ela, cheio de vagalumes cintilantes!

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Dúvida!


As vezes eu desejo que todo o meu mundinho faz de conta seja o de verdade e que meu mundinho de verdade se transforme no faz de conta. Será que não é assim que devia ser? O que realmente vale a pena nessa vida, o que se sente ou o que se toca?!

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Pedacinhos...


O pedacinho de vida que está por vir deixa o coração acelerado desde agora. O pedacinho de vida que passou deixa uma saudade que aperta. O interessante é fazer com que cada pedacinho de vida presente seja bom o suficiente pra um dia ter causado ansiedade e um dia vir a causar saudade!


imagem: Romero Britto.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Ela, só ela me encanta...



Mulher que enfrenta a vida. Mulher que bate de frente. Ela tem uma doçura no olhar que sensibiliza. O jeitinho de olhar quando está encantada é tão singular, é tão mágico que eu acho que eu nunca mais vou rever na minha vida. Ninguém se parece com ela…O jeito que chora (raramente diante de alguém), parecendo uma criança desiludida que faz você sentir que precisa abraçar, proteger, cuidar…O jeito que ela briga, brava, orgulhosa, as vezes até insuportável.. até o jeito que ela briga é lindo! O jeito dela quando vem animada com uma novidade, toda afobada e com a voz meio sussurante, querendo a boa e velha “conversa a fora” ...O jeito que ela e só ela prepara a mesa, mesmo que seja só pra você. O jeito que ela te enrola quando esquece alguma coisa, nunca assumindo de fato sua culpa; o jeito que ela quer te tranquilizar quando existe um problema, querendo tomar pra ela própria. O jeito que ela vem de mansinho quando tá precisando conversar, quando quer um pouco da sua atenção…O jeito que ela se deslumbra com certas coisas, parecendo uma criança que tá descobrindo o mundo. A pureza…o olhar puro dela diante de alguma situação. Ela ainda tem uma pureza, uma ingenuidade no olhar, nos pensamentos e até mesmo nos atos, que deixa qualquer um apaixonado por ela. Uma mulher que acredita no bem, que vive pelo bem, que é muito certa de seus ideais e que vai até o fim por qualquer um deles. A mulher que faz pelos demais, mais do que faz por ela. Que tem um jeito único e não convencional de tratar cada um, e de encantar a todos. Aquelas que já fritou milhares de batatas fritas na vida por minha causa. A que compra as roupas que acabo nunca usando. A que escondeu roupas que quando eu era pequena eu não tirava! Aquela que nos meus maiores desafios estava la sorrindo e fazendo sinal de positivo o tempo todo. E também a que nos seus momentos difíceis nunca deixou de dar força pro próximo. Aquela que eu tenho orgulho de ser parecida. Aquela que eu faço questão que me acompanhe nas caminhadas da vida e além da vida.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Dica Cultural.


 Sesc Santos :: 10/07, às 17h30.

Cia. Pernilongos Insolentes Pintam de Humor a Tragédia 25anos apresenta:
O RECITAL DE SOFIA 
[O Recital de Sofia é um texto para crianças. Para todas elas. Inclusive as que cresceram e se permitem, vez ou outra, a não estabelecer limites entre o sonho e a realidade - Fábio Torrente (in Memorian)]


Um espetáculo que conta com um texto [Fábio Torrente] de extrema sensibilidade e poesia temperados à uma direção [Claudio Fernandes] que soube colocar perfeitamente o humor e o bom gosto, contemplado com números musicais [Maestro Mário Tirolli] que tornam a história ainda mais interessante e completa e finalizado por atores [Márcio de Souza, Meire Sant´Anna, Vanusa de Santis, Fernanda Ribeiro, Fabiola de Lima, Bruno Monin e Talita Nascimento] que amam o palco e tem o mais imenso carinho por esse trabalho chamado "O Recital de Sofia".

Quem puder, compareça. Vale muito a pena...