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quinta-feira, 30 de junho de 2011

Dica Cultural.


 Sesc Santos :: 10/07, às 17h30.

Cia. Pernilongos Insolentes Pintam de Humor a Tragédia 25anos apresenta:
O RECITAL DE SOFIA 
[O Recital de Sofia é um texto para crianças. Para todas elas. Inclusive as que cresceram e se permitem, vez ou outra, a não estabelecer limites entre o sonho e a realidade - Fábio Torrente (in Memorian)]


Um espetáculo que conta com um texto [Fábio Torrente] de extrema sensibilidade e poesia temperados à uma direção [Claudio Fernandes] que soube colocar perfeitamente o humor e o bom gosto, contemplado com números musicais [Maestro Mário Tirolli] que tornam a história ainda mais interessante e completa e finalizado por atores [Márcio de Souza, Meire Sant´Anna, Vanusa de Santis, Fernanda Ribeiro, Fabiola de Lima, Bruno Monin e Talita Nascimento] que amam o palco e tem o mais imenso carinho por esse trabalho chamado "O Recital de Sofia".

Quem puder, compareça. Vale muito a pena...

quarta-feira, 29 de junho de 2011

é curioso...

Nós nascemos e tudo o que precisamos fazer é: dormir, mamar de horas em horas, sorrir pra mamãe e fazer barulhos e gracinhas pro papai! Passado esse momento as coisas começam a ficar difíceis pra nós, e precisamos transformar nossos espontâneos “barulhinhos” em milhões de palavras formadas e ainda por cima associá-las aos seus milhões de significados! Isso sem falar que precisamos ter o domínio do nosso corpo molenga e gordinho para que ele se equilibre em apenas dois pés. (E depois dizem que andar de bicicleta é que é difícil...) Mas essas dificuldades logo desaparecem e tudo se torna tão simples quanto dormir e mamar de hora em hora, e aí nós aprendemos a tirar proveito da firmeza dos nossos pés para correr por um mundo fascinante e cheio de possibilidades. As palavras se tornam alicerces para que tornemos claras as nossas vontades e opiniões. (Escolhemos a brincadeira da vez, o presente de Natal, a comida que gostamos...) Mais a frente, as coisas voltam a se tornar complicadas e não vemos mais a graça da boneca, da bola, da pipa... Nosso comportamento e até o jeito de andar que criamos há anos atrás já começa a parecer desengonçado perante o nosso corpo que incrivelmente sofre mudanças. Os tais “hormônios” que mal sabemos o que são, fazem aparecer pêlos no nosso corpo, fazem modificar a nossa voz a qual já estamos tão acostumados e para as meninas (coitadas de nós!), a mudança é ainda mais chocante: elas passam a sangrar! SANGRAR? O que está acontecendo!? Tudo isso mexe não só com o corpo, mas também com a auto-estima e o psicológico de cada um de nós. Precisamos nos re-conhecer, uns com menos e outros com mais dificuldade... E aí, parece que ninguém mais nesse mundo nos entende! Mas assim como se equilibrar sob nossas pernas, todas essas mudanças acabam se tornando orgânicas e também aprendemos a tirar proveito delas! É como uma escola de experiências e nos são apresentados alguns sentimentos que ainda não conhecíamos. Sentimos novas emoções, erramos em muitas atitudes, falamos sem pensar, e de vez em quando achamos que somos as pessoas mais infelizes do mundo... Mas um dia amadurecemos, nos tornamos adultos e enxergamos que apesar de erros, acertos, amores e rejeições, a adolescência foi uma fase de alegria. Até o sofrimento era alegre, e as conseqüências sempre pequenas! Assim, tudo o que fora pesado, aprendemos a enxergar com a mais suave leveza. E o tempo não pára. Os desafios agora são outros. Como encarar esse mundo enorme em que fomos inseridos? Ontem eu não tinha responsabilidade e agora preciso dar um jeito de começar a construir a minha vida! O que eu quero realmente ser? Quais são meus verdadeiros sonhos? Acredito nos meus sonhos? Quais são as minhas prioridades? E como fazer para transformar meus sonhos em realidade? Ou como abdicar de um sonho para encarar minha realidade? Tudo o que é distante sempre nos parece mais fácil, e acabamos com a terrível mania de nos colocar como vítimas de um mundo competitivo e sem espaço. Essa é só mais uma fase difícil, e não mais difícil do que as anteriores. Ela vai passar e um dia vai tudo vai se tornar tão simples quanto andar, falar, esquecer a boneca ou esquecer o pé na bunda do garoto da escola. É questão de persistir. Quantos tombos você levou até ficar de pé e dar seu primeiro passinho?

terça-feira, 28 de junho de 2011

Dica Cultural.



LINK - Imprensa Oficial
O site disponibiliza o download gratuito de todos os livros publicados pela Imprensa Oficial. 
A Coleção Aplausos é incrível. 
Vamos aproveitar...

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Teatro Educação...

São muitas as formas de exemplificar a importância da arte na educação e essência de qualquer criança. Cabe então ao profissional saber aplicá-las e carregar sempre consigo e em seu trabalho a responsabilidade que o ofício exige. Apresentar esse universo a uma criança pode comprometer seus sonhos, seu futuro e sua posição na sociedade. Pode comprometer o futuro de um país, e o futuro de uma classe artística que é tão rica e ampla que não pode ser esquecida e nem substituída por nenhum método tecnológico que o mundo de hoje dispõe.

                           Foto: Meus mini-alunos maravilhosos ♥

falando de arte...

...a gente tava na rede e ele tocava o violão. e eu nunca pensei que acharia tão lindo alguém tocando violão. e ressalto: tão lindo. porque simplesmente "lindo" sempre achei, gosto de quem gosta de música! mas descobri que existe muito mais do que isso. existe o tão lindo, o que faz chorar só de ouvir, com os olhos fechados. aquele choro que é resultado de um turbilhão de emoções que chegam ao mesmo tempo. e tudo isso acontecendo ali, há centimetros de mim...ele tocava e cantava, com a voz rouca porém suave, com desafinos contudo gostosa. com o som do violão gritando verdades em velocidades. e isso tudo se fez incrível de tal forma que eu não conseguia nem cantar junto, pra não estragar o que tava perfeito. e eu só queria continuar ali, ouvindo aquilo, congelar naquele momento. entrava música, saia música e tudo fluia com uma naturalidade que se fazia emoção. vez ou outra eu tinha coragem de abrir o olho e assistir aquela cena sublime. e olhava pouco, porque tava tudo tão intenso que dava um tremendo medo. ali morava o perigo fatal e eu não queria cair na cilada. o pouco que eu olhava me passava todo sentimento do mundo, o rosto acrescentava em tudo o que meus olhos fechados já enxergavam. mais além do que só o som, aquela figura exalava arte...os olhos, o sorriso o corpo reagindo involuntariamente àquele som. depois de anos percebi a "sutil" diferença de ouvir alguém tocar um violão e de ouvir alguém fazer arte com um violão. diferença sutil pra quem somente escuta, enorme pra quem sente. fazer arte não está em tocar e cantar perfeitamente, ter todas as técnicas e fazer tudo rigorosamente como manda a regra...está exatamente em atingir o mais fundo de seu público, que seja apenas uma pessoa, um simples espectador. é quando esse simples espectador consegue ouvir e ser tocado lá no fundo, com verdade e sentimento. aquilo que sai totalmente de dentro de quem faz diretamente pra dentro de quem ouve, aquilo que vai além de uma cifra decorada tocada em um instrumento. a verdade na voz, a verdade no som, na frequencia. como aquilo era lindo. mais do que música, aquilo não tinha definição mais perfeita do que: ARTE. existem pessoas que tocam instrumentos. e pessoas que fazem arte com eles. e mais além: existem artistas, que são aquelas pessoas que fazem com arte tudo o que fazem. reconheci alguém assim...

Boas vindas!

...Porque quem muito sonha, quem tem arte, quem sente palco, quem é gente, e principalmente insolente...precisa dividir pra evitar a crise! 
Muito bem-vindos às minhas histórias...Ou talvez estórias. 
Até Breve!